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Entrevista com os presidentes
1. Quando se candidatou qual era o seu grande objectivo?
2. Quais as actividades desenvolvidas que mais o marcaram e lhe deram mais gosto em ter participado?
3. Quais são as principais diferenças que encontra na nossa Aldeia desde o primeiro dia do seu mandato até à actualidade?
4. Durante o seu mandato, e tendo em conta a sua cor política, acha que teve o apoio devido e merecido por parte da CMMN?
5. Como vê o Ciborro no futuro?
6. Concorda com a afirmação da Drª Anastásia Salgado “Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo”?
António Mateus Nunes
1– O meu objectivo era melhorar toda a aldeia, e criar mais condições para a população nomeadamente: melhoramento das ruas, da escola, e das instalações dos idosos.
2– As actividades que mais me marcaram foram a criação das instalações da Junta de Freguesia na Casa do Povo, as instalações da ARPIC e a Sede dos Caçadores e Pescadores.
3– A principal diferença é a utilização dos meios informáticos a todos os níveis, e ainda o melhoramento das ruas, da escola, a criação do lar de idosos, o desenvolvimento das instalações da creche, embora ainda se possa fazer muito mais.
4– Por parte da CMMN tive um apoio positivo, mas ao mesmo tempo um pouco aquém do que era esperado, pois nós, como dirigentes, esperamos sempre quantos mais apoios melhor.
5– Vejo no Ciborro uma aldeia com poderes de grande desenvolvimento no campo cultural e empresarial, podendo, também, com apoios, criar mais espaços de convívio, entretenimento e lazer. Sei que para isso necessitamos de muitos apoios estatais.
6– Sim, porque o Ciborro é de facto uma aldeia diferente por ter uma densidade populacional satisfatória e por haver, ainda, muitas pessoas que em vez de “fugirem” para as grandes Cidades, se interessam pelo desenvolvimento da aldeia e pela recuperação de alguns bens já perdidos (RFC, VSC, etc)
Joaquim António Raposo:
1– Foi o melhoramento da qualidade de vida da população, sobretudo no que respeita a arruamentos, água e esgotos.
2– Na área da cultura, no ensino (melhoramento das instalações, apoio de fotocópias e outros) e no desporto (equipamentos, iluminação do campo de futebol).
3– Algumas melhorias, como se costuma dizer “Roma e Pavia não se fez num dia”
4– Não tive tanto quanto desejava, mas tive algum porque, quer se queira ou não, sem apoio da Câmara o que era hoje a freguesia do Ciborro?
5– Como a grande parte das freguesias rurais, com uma população envelhecida e sem futuro para os jovens se fixarem na sua terra.
6– Não sei bem ao que se refere, mas, no meu entender, é apenas uma expressão pelo gosto que se tem da terra natal. Assim sendo concordo!
Fortunato José:
1– Fazer mais e melhor pela a nossa Terra!
2– Aquisição de um terreno e construir a sede da Junta de Freguesia, conseguir o projecto para ampliação/obras do Campo de Futebol, criar uma escola de música.
3– As diferenças para mim foram em relação aos mandatos anteriores. Depois do meu mandato, os meus colegas também notaram diferenças.
4– Como é natural e porque fui o primeiro de outra cor politica, acho que não existiu o apoio devido e merecido por parte da CMMN.
5– Tudo está sempre em mudanças, por isso não sei naturalmente o que será amanhã o futuro do Ciborro
6– Para mim esta expressão é apenas o título de um livro sobre a nossa aldeia!
Manuel Coelho:
1– Trabalhar com todos e para todos, respeitando as diferenças políticas ou outras. Quando trabalhamos para a nossa aldeia “estamos a jogar na selecção”.
2– Todas me deram imenso gosto. O apoio ao RVCC e a iniciação à informática de quase 100 adultos patrocinado na totalidade pela Junta de Freguesia, foi a mais gratificante, pois mexeu com a formação e a felicidade das pessoas.
3 -A modernização de equipamentos nas escolas e na sede da Junta, o arranjo de espaços públicos e parques infantis. As instituições estão mais activas, as escolas têm funcionado com mais serenidade. Pela parte negativa a ETAR, que deixou de funcionar.
4– Entre a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal há relações de trabalho e respeito mutuo. É evidente que gostaria de ter mais apoio.
5– O Ciborro, como todas as aldeias do interior, tem sérias dificuldades, pois as perspectivas de emprego para jovens são quase nulas. Só com uma política de descentralização para o interior e o esforço de todos nós se vence o futuro!
6– Ser diferente não é ser melhor nem pior. Terá sido a diversidade das pessoas que fundaram esta comunidade, gente de trabalho, discreta, mas orgulhosa, que faz a diferença!
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