Sunday 20th of May 2012

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Junta Freguesia do Ciborro
Editorial PDF 
Editorial

 

O Boletim Informativo da Junta de Freguesia do Ciborro é uma velha aspiração do executivo da Junta e da Assembleia de Freguesia.

Pretendemos com esta publicação semestral desenvolver a informação sobre o quotidiano da nossa Aldeia, referindo temas como a saúde, a educação, o desporto, a cultura, a acção social, a higiene e a limpeza, festejos e outros acontecimentos que vão surgindo no Ciborro.

Também estará disponível na página da Internet, que será criada em breve, para todos os Ciborrenses, mesmo os que estão longe, possam ter as notícias da nossa Aldeia.

 

 
Em Construção PDF 
Editorial

Em construção..........

 

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25 anos de Freguesia ... PDF 
Editorial

 25 anos de Freguesia….

A 1 de Janeiro de 1985 recebeu a aldeia do Ciborro a sua elevação a freguesia. No ano de 1986 realizaram-se as primeiras eleições autárquicas para eleger o primeiro Presidente da Junta de Freguesia do Ciborro. Nesse ano, foi eleito o Sr. António Mateus Nunes. Chegado o fim do mandato, em 1990, foi eleito para Presidente o Sr. Joaquim António Raposo, sucedendo-lhe, em 1994, o Sr. Fortunato José. Terminado o mandato, em 1998, voltou ao cargo de Presidente da Junta o Sr. Joaquim António Raposo. Em 2002, coube ao Sr. Manuel António Coelho representar a nossa freguesia, cargo que ocupa até então.


Manuel Coelho, Fortunato José, Antonio Mateus, Joaquim Antonio ( da esquerda para a direita )

  

 
Ciborro, uma aldeia diferente ... PDF 
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 Ciborro, uma aldeia diferente

Para saber quem somos temos de conhecer as nossas raízes. Para tal é necessário recuar ao século XVIII e ao tempo de D. Luís, época em que, após as lutas liberais e numa altura de défice financeiro por parte da coroa portuguesa, a área onde se situa o Ciborro foi expropriada à congregação de São João Evangelista, e vendida á Marquesa de Louriçal, em 1841.

 

Em 1870, António Lopes Ferreira dos Anjos, natural de Ferreira do Zêzere, comprou a Herdade do Paço de Aragão com os seus sete montes de Habitação: Monte do Paço, Casas de Baixo, Casas Longas, Castelos, Ciborro, Zambujeira e Abrunheira. A Herdade do Paço de Aragão, juntamente com a Herdade de Valenças, a Herdade do Pinheiro, a Herdade do Cavaleiro e a Herdade de São Lourenço viriam a constituir o importante Condado de Valenças.

Em 1874, Guilhermina dos Anjos, filha de António Lopes Ferreira dos Anjos casou com Luis Pereira Leite Jardim, filho dos primeiros viscondes de Monte São, reconhecido como homem de notável inteligência e que viria a ser o 1º Conde de Valenças.

Em 1887, planeou edificar uma aldeia que se situaria numa das suas Herdades do Condado de Valenças, inicialmente junto do Monte dos Castelos, e à qual desejaria chamar “Aldeia Nova de Valenças”. No entanto, os primeiros aforamentos foram realizados em 1897, em volta do Monte do Ciborro, na Herdade do Paço de Aragão, já que aí as condições atmosféricas seriam mais favoráveis. Assim, até 1910 os aforamentos e as construções das primeiras casas continuaram, nascendo a Aldeia do Ciborro.

 

 

Apesar das muitas tentativas que houve para se chamar a esta nova povoação Aldeia Nova de Valenças, o nome nunca vingou entre os cerca de 50 casais que se fixaram nestas terras aforadas e aí começaram uma vida em comunidade.

Para o nome contribuiu o espírito independentista dos primeiros habitantes do Ciborro, a grande diversidade de origens e consequentemente, a heterogeneidade de usos e costumes, o que fez com que forjasse entre estes casais, de características únicas, um inigualável espírito de unidade, solidariedade e de respeito pelo direito à diferença e que ainda prevalece nos dias de hoje.

Assim nascemos e assim sobrevivemos!

 

 

 

 
Entrevista com os Presidentes PDF 
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  Entrevista com os presidentes

 1. Quando se candidatou qual era o seu grande objectivo?

2. Quais as actividades desenvolvidas que mais o marcaram e lhe deram mais gosto em ter participado?

3. Quais são as principais diferenças que encontra na nossa Aldeia desde o primeiro dia do seu mandato até à actualidade?

4. Durante o seu mandato, e tendo em conta a sua cor política, acha que teve o apoio devido e merecido por parte da CMMN?

5. Como vê o Ciborro no futuro?

6. Concorda com a afirmação da Drª Anastásia Salgado “Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo”?

 

 

 

António Mateus Nunes

 1– O meu objectivo era melhorar toda a aldeia, e criar mais condições para a população nomeadamente: melhoramento das ruas, da escola, e das instalações dos idosos.

 2– As actividades que mais me marcaram foram a criação das instalações da Junta de Freguesia na Casa do Povo, as instalações da ARPIC e a Sede dos Caçadores e Pescadores.

 3– A principal diferença é a utilização dos meios informáticos a todos os níveis, e ainda o melhoramento das ruas, da escola, a criação do lar de idosos, o desenvolvimento das instalações da creche, embora ainda se possa fazer muito mais.

 4– Por parte da CMMN tive um apoio positivo, mas ao mesmo tempo um pouco aquém do que era esperado, pois nós, como dirigentes, esperamos sempre quantos mais apoios melhor.

 5– Vejo no Ciborro uma aldeia com poderes de grande desenvolvimento no campo cultural e empresarial, podendo, também, com apoios, criar mais espaços de convívio, entretenimento e lazer. Sei que para isso necessitamos de muitos apoios estatais.

 6– Sim, porque o Ciborro é de facto uma aldeia diferente por ter uma densidade populacional satisfatória e por haver, ainda, muitas pessoas que em vez de “fugirem” para as grandes Cidades, se interessam pelo desenvolvimento da aldeia e pela recuperação de alguns bens já perdidos (RFC, VSC, etc)

 

 

Joaquim António Raposo:

 1– Foi o melhoramento da qualidade de vida da população, sobretudo no que respeita a arruamentos, água e esgotos.

 2– Na área da cultura, no ensino (melhoramento das instalações, apoio de fotocópias e outros) e no desporto (equipamentos, iluminação do campo de futebol).

 3– Algumas melhorias, como se costuma dizer “Roma e Pavia não se fez num dia”

 4– Não tive tanto quanto desejava, mas tive algum porque, quer se queira ou não, sem apoio da Câmara  o que era hoje a freguesia do Ciborro?

 5– Como a grande parte das freguesias rurais, com uma população envelhecida e sem futuro para os jovens se fixarem na sua terra.

 6– Não sei bem ao que se refere, mas, no meu entender, é apenas uma expressão pelo gosto que se tem da terra natal. Assim sendo concordo!

 

 

Fortunato José:

 1– Fazer mais e melhor pela a nossa Terra!

 2– Aquisição de um terreno e construir a sede da Junta de Freguesia, conseguir o projecto para ampliação/obras do Campo de Futebol, criar uma escola de música.

 3– As diferenças para mim foram em relação aos mandatos anteriores. Depois do meu mandato, os meus colegas também notaram diferenças.

 4– Como é natural e porque fui o primeiro de outra cor politica, acho que não existiu o apoio devido e merecido por parte da CMMN.

 5– Tudo está sempre em mudanças, por isso não sei naturalmente o que será amanhã o futuro do Ciborro

 6– Para mim esta expressão é apenas o título de um livro sobre a nossa aldeia!

 

Manuel Coelho:

 1– Trabalhar com todos e para todos, respeitando as diferenças políticas ou outras. Quando trabalhamos para a nossa aldeia “estamos a jogar na selecção”.

 2– Todas me deram imenso gosto. O apoio ao RVCC e a iniciação à informática de quase 100 adultos patrocinado na totalidade pela Junta de Freguesia, foi a mais gratificante, pois mexeu com a formação e a felicidade das pessoas.

 3 -A modernização de equipamentos nas escolas e na sede da Junta, o arranjo de espaços públicos e parques infantis. As instituições estão mais activas, as escolas têm funcionado com mais serenidade. Pela parte negativa a ETAR, que deixou de funcionar.

 4– Entre a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal há relações de trabalho e respeito mutuo. É evidente que gostaria de ter mais apoio.

 5– O Ciborro, como todas as aldeias do interior, tem sérias dificuldades, pois as perspectivas de emprego para jovens são quase nulas. Só com uma política de descentralização para o interior e o esforço de todos nós  se vence o futuro!

 6– Ser diferente não é ser melhor nem pior. Terá sido a diversidade das pessoas que fundaram esta comunidade, gente de trabalho, discreta, mas orgulhosa, que faz a diferença!

 

 
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